sábado, 5 de novembro de 2011

1990: Aung San Suu Kyi

Resiliência. Para a Física, é a propriedade de um material em regressar ao seu estado original após exposto a condições extremas. Para a Psicologia, é a capacidade de um indivíduo em manter ou recuperar a integridade emocional após situações adversas. Para Aung San Suu Kyi, é o sacrifício com sabor de um compromisso com o seu povo. Um compromisso que não há quatro paredes que contenham. Um compromisso com o qual todos nos comovemos. Um compromisso com a paz, a democracia e a liberdade.

"Aung San Suu Kyi nasceu na Birmânia em 1947. O seu partido, a Liga Nacional para a Democracia (LND), venceu as eleições gerais de 1990 em Mianmar. Quando deveria legitimamente assumir o cargo de Primeira-Ministra, foi detida pela Junta Militar no poder, numa tentativa de silenciar o seu apelo à democracia. Libertada em 1995, foi de novo detida em 2003, com mais 19 membros do seu partido. Recusando partir para o exílio, foi mantida em prisão domiciliária, proibida de comunicar com o exterior, separada da família.
Em Outubro de 2004, a União Europeia reforçaria as sanções contra a Birmânia, pelo facto de o regime não pôr termo à forte repressão sobre a LND e pela não libertação da prisioneira política. Em 2009 o Parlamento Europeu relançou uma campanha para a libertar, expondo na fachada do seu edifício em Bruxelas um gigantesco retrato com a frase " Free Aung San Suu Kyi now".

Suu Kyi foi libertada em Novembro de 2010, após sete anos e meio consecutivos de prisão domiciliária, num total de quase doze anos de cativeiro.

Distinguida em 1990 com o Prémio Sakharov e, no ano seguinte, com o Nobel da Paz, continua a preconizar o diálogo nacional, eleições livres, a democracia e o respeito dos direitos humanos no seu país."

Texto extraído na íntegra de:  https://www.facebook.com/notes/parlamento-europeu-gabinete-em-portugal/s%C3%A9ries-sakharov-aung-san-suu-kyi/301033183257577

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